Interior da Paróquia Ortodoxa de São Sérgio de Radonej

localizada na cidade de Porto Alegre - RS.

Paróquia Ortodoxa de Santa Zinaída

Localizada no Rio de Janeiro

Paróquia da Anunciação de Nossa Senhora de São Paulo

Localizada em São Paulo

Relíquias de Santo Inocêncio de Irkutsk chegam ao Brasil

Temos uma boa notícia e uma benção. O Igumeno Inocêncio, voltou de Irkutsk (Sibéria) no sábado, trazendo consigo a imagem do Santo Inocêncio de Irkutsk, juntamente com às suas relíquias; uma benção do mosteiro 'Znamenskyi', onde as relíquias do Santo são guardadas. 

Em dezembro ou janeiro (ainda a ser decidido), o padre Inocêncio trará a Imagem para à Paróquia de São Sérgio de Radonej, para nós orarmos e venerarmos este Grande Santo.

Confira o vídeo produzido pela tvsoyuz clicando na Imagem abaixo:





Duas Mulheres, Doze Anos, Um Salvador

                                                                                                                                                            Texto por Pe. Joseph Gleason

A morte da filha de Jairo, o chefe da sinagoga

          A primeira era uma mulher que havia ficado muito doente e sangrava muito, e ninguém conseguia descobrir como fazer isso parar. A segunda era apenas uma menina recém-nascida. Pelos próximos doze anos, essas duas mulheres trilharam caminhos muito diferentes:

    Uma era a filha do chefe da sinagoga. Sua família ia regularmente à sinagoga e é possível que tenham feito várias viagens ao templo em Jerusalém. - Ela provavelmente era semelhante a uma "filha de padre" hoje. A outra foi banida do templo por mais de uma década. Por estar sangrando, ela era considerada "impura" e não era autorizada a participar dos ritos.

    Uma era a criança com pais amorosos, provavelmente recebendo abraços e afeto regularmente. A outra era uma pária. Por estar sangrando, um simples toque seu poderia tornar alguém cerimonialmente impuro e, portanto, banido do templo. Assim, durante doze longos e solitários anos, ninguém quis nem mesmo tocá-la.

    Por doze anos, essas duas mulheres viveram vidas muito diferentes. Uma era saudável, amada e fazia parte de uma família muito respeitada. A outra era uma pária doente, sem permissão nem para adorar a Deus no templo. No entanto, a morte veio primeiro para a menina. Quando ela parou de respirar, todos os seus privilégios desapareceram em um único instante. Como um cadáver, agora ela também era considerada impura. Se alguém ousasse tocar em seu cadáver, também ficaria impuro. Todavia, não era possível que Jesus se tornasse impuro. Ele não pode ser corrompido. Quando Jesus toca os enfermos e os mortos, a impureza deles não o afeta. Em vez disso, Sua pureza e Sua vida fluem dele - curando os enfermos e ressuscitando os mortos.

    Pela fé, quando a mulher tocou a orla de Suas vestes, ela foi curada instantaneamente. Seus anos de sofrimento chegaram ao fim. Jesus não foi contaminado por este toque. A mulher é que foi purificada. Quando Jesus pegou a mão da menina morta e disse-lhe para se levantar, ela foi imediatamente trazida de volta à vida e curada. Seu sofrimento chegou ao fim. Jesus não foi contaminado por este toque. A menina é que ressuscitou dos mortos.

Leia  a sua história em São Lucas 8:41-56.

    Todos nós somos como essas duas mulheres. Alguns de nós são altamente honrados, e alguns de nós são rejeitados. Alguns de nós desfrutamos de grandes confortos e privilégios, mas apenas por um curto período de tempo. Por fim, a doença e a morte vêm para todos nós, e todos vamos para o túmulo. Quando se está morto, já não importa se quer tenha sido rico ou pobre, sadio ou enfermo, amado ou rejeitado. Um imperador morto não vale mais do que um escravo morto. Como dizem as Sagradas Escrituras, "um cão vivo é melhor do que um leão morto." A morte é a grande equalizadora.

    Quer sejamos como a filha do governante, ou se somos como a mulher doente e sangrando, todos nós precisamos igualmente de um toque do Senhor Jesus Cristo. Somente Ele pode curar nossa doença e somente Ele pode nos resgatar da morte. Se quisermos ser curados, imitemos a mulher enferma e sangrando. Vamos nos humilhar, ir até Cristo e estender a mão com fé para tocar a orla de sua vestimenta. Ele disse à mulher: "Tem bom ânimo, filha; a tua fé te salvou; vai em paz." Se formos a Ele com humildade e fé, como ela fez, Ele falará da mesma forma conosco.

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, Amém.

Batismo e Divina Liturgia na Paróquia de São Sérgio de Radonej

No dia 15 de novembro (23 Domingo após Pentecostes) na Paróquia São Sérgio de Radonej, foi realizada a Divina Liturgia. Na ladainha fervorosa o pároco - Arcipreste Anatolie, Topala acrescentou pedidos especiais no tempo desta pandemia. Nesta mesma data, recebeu primeira comunhão o paroquiano Teodoro, que nas vésperas, após 6 meses de catecumenato, foi batizado. 

Após a Liturgia foi realizada oração (moleben) ao Santo Alexandre Nevskyi por motivo da abertura das Leituras Natalinas na catedral de Buenos Aires e todas as Paróquias da Diocese - o tema das Leituras 2020 é Alexandre Nevskyi. Este ano completam-se 800 anos desde o nascimento do Santo.





“O Diagnóstico Pareceu um Veredito, Mas um Milagre nos Aguardava na Lavra”


    
Texto por Svetlana Gadjinskaya
    Alexei, um jovem talentoso, professor e doutorando do Instituto Estadual de Relações Internacionais de Moscou, estava concluindo sua tese sobre teoria econômica quando de repente percebeu que não podia mais ler. Muito embora ele tenha tido problemas de visão desde a escola, os médicos agora detectavam atrofia progressiva do nervo óptico em ambos os olhos - seus grandes olhos verdes amendoados com cílios muito claros e fofos. Os nervos ópticos ficaram inflamados no cruzamento, bem fundo no cérebro, naquela área onde as intervenções neurocirúrgicas só são possíveis em casos extremos, porque após esse tipo de cirurgia os pacientes precisam aprender a falar e fazer outras coisas básicas do zero.

    Assim, meu marido ficou cego. Embora naquele outono ele ainda fosse meu namorado. Meio ano antes desses eventos, ele deixou escapar que estávamos em um relacionamento sério que provavelmente levaria ao casamento. Em essência, aquilo havia sido sua proposta de casamento. Mas naquela época eu ainda não tinha certeza se éramos feitos um para o outro, então continuei pedindo a Deus que nos revelasse Sua vontade e nos mostrasse a decisão certa de uma maneira muito óbvia.

    Naquela época, eu estava aprimorando minhas habilidades jornalísticas e de direção: eu dava caronas para famílias com crianças pequenas que eu conhecia para suas dachas [N.T.: típica casa de campo Russa, normalmente utilizada como uma casa de verão], entregava roupas e alimentos aos necessitados na cidade e às vezes levava sacerdotes até as casas de pessoas moribundas. Meu trabalho me permitiu combinar tarefas necessárias e inevitáveis ​​com outras importantes e úteis. Aconteceu que eu mesma assumi a responsabilidade de transportar Alexei de um hospital ao outro. Logo, até mesmo sua família e amigos começaram a me perguntar sobre a saúde e as necessidades de Alexei. Então acabei no papel de sua noiva de facto.

    Felizmente, o diagnóstico de esclerose múltipla não foi confirmado - os outros diagnósticos possíveis pareciam muito menos assustadores. No entanto, os prognósticos dos médicos eram desanimadores: nenhum deles dizia que sua visão voltaria um dia e a capacidade de distinguir luz e sombra parecia "uma grande conquista". Enquanto isso, à noite, Alexei sonhava em ler, porque desde os quatro anos ele sempre teve um livro nas mãos. Fomos confrontados com uma doença que nem mesmo podia ser tratada no estrangeiro. Um centro médico internacional recomendou que Alexei fosse a uma clínica neurológica regularmente por três anos para a estimulação de seu sistema nervoso - hormônios, terapia intravenosa, injeções nos olhos, colírios, sanguessugas e outros procedimentos desagradáveis.

    Num certo momento, me dei conta de que sabia uma solução. Entendi que o Senhor já havia respondido minha oração e eu simplesmente não podia deixar a pessoa que havia perdido a visão e que segurava minha mão com força. Não foi pena, nem sacrifício, nem paixão - na verdade, é difícil para mim descrever o que estava acontecendo dentro de mim. Eu só me lembro daquele forte sentimento de que eu simplesmente não poderia fazer de outra forma...

Foto de Sergei Vlasov. Patriarchia.ru

    Certa vez, quando estávamos esperando nosso primeiro bebê, nosso amigo Vladimir Strelov nos contou sobre o Hierodiácono Moisés da Lavra da Trindade-Sérgio, que era oftalmologista de profissão, Ph.D em Medicina, que recebia pacientes no departamento médico da Lavra [N.T.: Agora, ele é o Hieromonge Moisés (Drozdov), que desde 2014 dirige o Centro Monástico de Medicina Herbal na Lavra]. Tomando seu histórico de caso, Alexei e Vladimir viajaram juntos para a Lavra para consultar este Monge-Médico e orar a São Sérgio. Alexei voltou para casa inspirado, embora já tivéssemos aprendido a conviver com a cegueira naquela época, escrevendo artigos juntos e lendo juntos em voz alta.

    Era o início da Quaresma e Alexei decidiu seguir o conselho do Pe. Moisés e receber a Comunhão semanalmente. Também me recordo de termos ido à Catedral da Teofania em Elokhovo, até as relíquias de seu santo Patrono: o Santo Hierarca Alexei de Moscou (amigo de São Sérgio de Radonej). Em uma farmácia, compramos algumas tinturas e fizemos infusões de raiz de capim-limão segundo o conselho do Pe. Moisés.

    Em maio, depois da Páscoa, seu estado começou a melhorar. Alexei estava com medo de acreditar, mas em setembro até mesmo oftalmologistas de uma clínica ambulatorial confirmaram o fato. Primeiro eles pensaram que Alexei tinha enlouquecido e que aprendera de cor o gráfico do teste de visão. Afinal, ele não deveria ser capaz de ver nada: as células nervosas estavam mortas e não podiam transmitir sinais para o cérebro. Todavia, ele estava a ver de alguma forma! Com acuidade visual de cinquenta por cento, não cinco por cento!

    Entendi que deveria ir até a Lavra com nossa filha recém-nascida para agradecer o milagre, apesar da longa jornada. Acima de tudo, eu precisava agradecer ao Pe. Moisés. Entretanto, como fazer isso apropriadamente? A busca pela resposta para esta questão não foi fácil.

    Na realidade, é bastante assustador quando um milagre ocorre. Como se, ao caminhar pela estrada, reclamando e com pena de si mesmo como sempre, tu erguesses os olhos e visses Deus diante de ti. Os olhos amorosos, o calor de Sua presença e as feridas em Seu corpo... Agora não é possível fingir que tudo foi apenas um sonho, uma fantasia ou invenção. É difícil descrever a realidade que se desenvolve a partir da fé, que é o milagre mais importante. Mesmo os santos não puderam explicar isso bem. Como forasteiros, ficamos maravilhados - como um milagreiro pode ficar cheio de remorso se ele é um santo que não tem pecados e é ouvido por Deus? Todavia, sua vida após a intervenção Divina, quando o amor Divino percorre seus ossos, assume uma nova dimensão: a eternidade. Daí este medo: Tu vês que nesta dimensão nada poderá continuar da mesma maneira...

    Antes de partirmos para a Lavra, tínhamos considerado várias possibilidades emocionalmente e estávamos até prontos para vender ou doar nossos bens - se ao menos eles nos contassem na Lavra como poderíamos retribuir sua bondade após o milagre extraordinário que havíamos experimentado! Entretanto, a breve resposta do Pe. Moisés nos surpreendeu. Ele disse: “Por favor, vinde sempre que puder. Guardai os mandamentos. É tão bom aqui na Lavra; São Sérgio sempre resolve tudo aqui, então eu não tenho nada a ver com isso. Agradecei-o. Como nós vivemos aqui, apenas observamos seus milagres”. Ele também compartilhou conosco algumas outras histórias milagrosas, que não eram menos maravilhosas.

    Corremos para compartilhar a história da cura milagrosa de Alexei com todos os nossos amigos, tanto crentes quanto aqueles de fé fraca. Lembro-me da mensagem que enviamos e da alegria que recebemos em resposta. Nos meses anteriores, ninguém ficou indiferente: as pessoas simpatizaram conosco e nos ofereceram ajuda. Nossos amigos religiosos fizeram fila, ansiosos para ir até a Lavra conosco e encontrar o Pe. Moisés. Amigos não religiosos, embora explicassem tudo pela pouca idade de Alexei e o efeito da raiz de capim-limão, chamaram o Pe. Moisés um especialista sábio, amaldiçoando o sistema nacional de saúde. Quanto a nós, nos sentimos como se estivéssemos dentro do Evangelho e descobrimos que o mais doloroso era quando as pessoas que vêem não vêem (São Mateus 13:13).

    Dezessete anos se passaram desde então. Agora temos quatro filhos. Nossa filha mais velha em breve concluirá a escola, e nós batizamos nosso filho mais novo como Sérgio, em honra a São Sérgio. Trabalhamos, estudamos, viajamos e temos amigos, como qualquer outra pessoa. Nosso amor e fé são frequentemente testados; mas quando olhamos para trás em nossa vida, ficamos maravilhados com a misericórdia e paciência do Senhor. Damos graças a Ele não apenas pelo milagre da visão restaurada, mas também pela Lavra e por São Sérgio (ambos desde então se tornaram tão próximos de nós), pelo monge com quem nos tornamos amigos e por nossa família.

Visto originalmente em: https://foma.ru/diagnoz-zvuchal-kak-prigovor-no-v-obiteli-prepodobnogo-sergija-nas-zhdalo-chudo-nepridumannaja-istorija.html (Russo)

Celebrações na Paróquia Santo Apóstolo Mateus




A Paróquia São Mateus, desde o início da pandemia, vem celebrando todos os domingos a divina Liturgia, porém, com o número reduzido de participantes (Fiéis e Catecúmenos.

As participações são previamente agendadas, e todos os protocolos recomendados por nossa igreja e pela autoridades civis são seguidos.

Festa de Santa Zinaída



Nos dias 24 e 25 a paróquia de Santa Mártir Zinaída comemorou
solenemente a festa patronal.

No sábado foi celebrada a Liturgia toda em eslavo e depois foi feito
um batizado.

E no domingo , antes da liturgia , foram recebidos dois novos
paroquianos pelo sacramento da Crisma. E após a Liturgia foi servido
um moleben, com procissão.

Todos os serviços foram transmitidos pelo facebook para que todos os
paroquianos pudessem estar juntos em oração nestes dias especiais.







Um Milagre na Lavra

 Texto por Alexandra Gripas

Lavra da Trindade-Sérgio nos anos 90

          Não é tão difícil quanto parece estar com as crianças durante o autoisolamento. Meus filhos têm dez e cinco anos. Lemos, esculpimos na madeira, fazemos exercícios e caminhadas perto de casa. É claro, oramos em casa e assistimos às transmissões dos serviços Dominicais. Discutimos vários tópicos: amizade, bem e mal, como os santos nos ajudam e assim por diante. Meu filho mais novo perguntou recentemente: “É verdade que milagres ainda acontecem?”. A princípio, dei uma resposta meio clichê: "Não é um milagre estarmos vivos, que mesmo durante a quarentena ninguém pôde tirar a alegria da Páscoa, ou do dia do onomástico do papai e assim por diante?". Mais tarde, lembrei-me de um milagre que aconteceu comigo pessoalmente.

    Nos anos 90, trabalhei como correspondente da agência de notícias Interfax. O trabalho era emocionante - gostei de tudo nele. Um dia, o chefe da divisão política onde eu trabalhava disse que um novo tópico estava sendo designado a mim: religião. A tarefa era difícil para mim, desconhecida. Eu nem sequer era batizada, muito menos religiosa. No entanto, conheci igrejas e o Departamento de Relações Externas da Igreja do Patriarcado de Moscou (DECR). Fui às viagens pastorais de Sua Santidade, o Patriarca Alexei II, fiz entrevistas com Padres famosos e escrevi materiais de vários encontros e eventos. A propósito, meu “cofrinho” profissional daqueles anos inclui várias entrevistas com Sua Santidade o Patriarca Cirilo, então Presidente do DECR e Metropolita de Smolensk e Kaliningrado.

    Meus colegas da mídia Ortodoxa foram muito prestativos, muitas vezes explicando o que acontece durante os serviços da Igreja, o significado das festas e até mesmo como se dirigir ao primaz da Igreja Ortodoxa Russa, aos Metropolitas e aos Bispos corretamente. Apesar de inicialmente relutar em lidar com esse tópico, gradualmente comecei a me interessar. Comecei a ler a vida dos santos, o Evangelho e autores Ortodoxos como I. S. Shmelyov. Liturgias Dominicais, jejuns às quartas e sextas-feiras e jejuns prolongados gradualmente se tornaram parte da minha vida. Certa vez, durante uma visita pastoral a Kazan, uma monja idosa veio até mim na igreja local e disse: “Você viaja com Sua Santidade, mas não é batizada. Deus lhe enviou este trabalho por um motivo. Era para ser assim. Vejo que você é uma boa pessoa, mas tem dúvidas. Não duvide - seja batizada. Como você pode viver sem Deus, sem fé?”. Pensei muito em suas palavras e finalmente fui batizada. Então veio minha primeira confissão e comunhão.

    Contudo, alguns anos depois, tudo começou a dar errado de alguma forma. Tive vários problemas, contratempo após contratempo, a data do meu casamento foi adiado, incerteza no trabalho, mau humor. Com simpatia por mim e querendo ajudar, meus parentes me aconselharam a ir para a Lavra da Trindade-Sérgio, para tentar ver o Ancião Naum. No Monastério, fui venerar as relíquias de São Sérgio de Radonej e enviei pedidos de oração. Fiquei chateada quando descobri que era quase impossível ver o Pe. Naum.

Arquimandrita Naum (1927-2017)

    Eu estava prestes a ir para a estação ferroviária quando de repente vi o Ancião Naum chegando. Havia pessoas ao redor dele - algumas pedindo uma bênção, outras fazendo perguntas. Ainda me lembro de um homem que não conseguia se aproximar e gritou: "Bátiushka, devo vender o apartamento da minha avó, porque..." Antes que ele pudesse terminar, o Pe. Naum respondeu: "Boa ideia". O Ancião continuou caminhando. Então ele parou e tirou várias prósforas e as colocou nas mãos de uma mulher: "Com água benta, seu estômago vai melhorar sem cirurgia". A mulher começou a chorar. Em vez de agradecer, ela disse surpresa: “Bátiushka, como você sabia? Passei mais de um dia viajando de outra cidade para cá com esse problema... ”. O Pe. Naum continuou seu caminho. Não parecia certo perguntar sobre meus problemas na frente de todos. Eu segui o Ancião com os outros, esperando ter sorte o suficiente para vê-lo. Então o Ancião de repente se virou para mim e me perguntou: "Você fuma?". Não consegui responder; Eu estava perdida. E o Ancião, como se lesse meus pensamentos: “Você ainda está se perguntando por que tudo está tão errado, por que as coisas não são como deveriam; Por que você tenta, mas tudo desmorona? Nós expulsamos demônios com incenso, mas você os invoca com sua fumaça. Largue [o fumo] imediatamente e tudo ficará bem para você!". As pessoas que estavam ao meu redor me parabenizaram, dizendo que eu tive sorte: obtive uma resposta sem nem sequer ter feito a minha pergunta.

    Enquanto eu ia de trem de volta para Moscou, repetia as palavras do Ancião para mim mesma. Eu queria guardá-las pelo resto da vida. Não foi fácil seguir seu conselho. Mas Bátiushka estava certo: eu havia procurado o problema no lugar errado; Eu não tinha visto o principal motivo de minhas dificuldades. Rezei muito, guardei estritamente os jejuns e o mau hábito foi vencido, com a ajuda de Deus. De alguma forma, tudo se encaixou, minhas preocupações se foram e meus problemas acabaram não sendo tão grandes e nem tão terríveis. Não é um milagre? Aconteceu em meados da década de 90.

Visto originalmente em: https://orthochristian.com/134731.html (em Inglês).


Divina Liturgia Celebrada no dia 18 de outubro no 19 Domingo após Pentecostes

No dia 18 de outubro no 19 Domingo após Pentecostes o Pároco - Arcipreste Anatolie Topala celebrou a Divina Liturgia.




Festa da Proteção (Pokrov – Покров) da Santíssima Mãe de Deus


Festa da Proteção (Pokrov – Покров) da

Santíssima Mãe de Deus

Comemorada em Primeiro de Outubro (14 no calendário civil/gregoriano)

   “Hoje a Virgem põe-se de pé diante de nós no interior da Igreja, com o coro dos Santos invisivelmente intercedendo por nós a Deus. Anjos e hierarcas reverenciam, Apóstolos e profetas cantam: por nós a Theotokos reza a Deus pré-eterno” – essa aparição milagrosa da Mãe de Deus aconteceu na metade do século X em Constantinopla (atual Istambul), na igreja de Blakhernae, onde preservavam-se as relíquias do Manto da Santíssima Mãe de Deus, seu Véu (mathoria) e parte do seu Cinto, transladados da Palestina para lá no século V. No Domingo, primeiro de outubro, durante a Vigília Noturna, com a igreja abarrotada de fiéis em oração, o Louco de Deus, Santo André (comemorado em 2 de outubro – 15 pelo calendário civil/gregoriano), à Quarta Hora da vigília, ergueu seus olhos em direção ao céu e contemplou, vindo pelos ares, a Nossa Santíssima Senhora Mãe de Deus, refulgindo em luz celeste, cercada por uma assembleia de santos.

O santo Precursor e Batista do Senhor, João, e São João, Teólogo, estavam ao lado da Rainha dos Céus. De joelhos dobrados, a Virgem, cheia de lágrimas, começou a rezar pelos cristãos, e passou longo tempo em oração. Então, aproximando-se do Trono (do bispo, no centro da igreja), ela continuou sua oração e, ao término, tirou o véu de Sua cabeça e abriu-o sobre os fiéis na igreja, protegendo-os de todos inimigos, visíveis e invisíveis. A Santíssima Senhora Mãe de Deus resplandecia da glória dos céus, e o véu de sua proteção em suas mãos brilhava “mais do que os raios do sol”. Santo André contemplava em pasmo, trêmulo diante da visão milagrosa, e então perguntou a seu discípulo, o bem-aventurado Epifânio, que estava ao seu lado: “Viste, irmão, a Rainha e Senhora, intercedendo por todo o mundo?”, ao que Epifânio respondeu: “Vi, santo pai, e enchi-me de temor”.

A Sempre Bem-Aventurada Mãe de Deus implorou ao Senhor Jesus Cristo que aceitasse as orações de todas as pessoas, chamando Seu Santíssimo Nome e apressando-se a recorrer à Sua intercessão. “Ó, Rei Celestial,” – disse em oração a Rainha Imaculada, que permanece eternamente dentre os Anjos – “aceita cada pessoa que pede a Ti e clama pelo Meu Nome por ajuda, não deixe-os sair de mãos vazias, inauditos da Minha Face”. Os santos André e Epifânio, a quem foi concedido contemplar a Mãe de Deus em oração, “por longo tempo passaram em pasmo diante da contemplação do véu protetor aberto sobre os fiéis, reluzindo como o relâmpago na glória do Senhor. Enquanto a Santíssima Mãe de Deus estava lá, estava, da mesma maneira, o véu visível; mas com Sua partida, o véu tornou-se invisível, e, apesar de o ter levado, ela deixou a graça da sua presença”.

Na igreja de Blakhernae é preservada até hoje a memória da milagrosa aparição da Mãe de Deus. No século XIV, um clérigo e peregrino russo, Alexandre (Aleksandr), viu dentro da igreja um ícone da Santíssima Mãe de Deus intercedendo pelo mundo, e escrito de maneira a retratar Santo André a contemplando.

Igrejas em honra da Pokrov-Proteção da Mãe de Deus apareceram na Rússia a partir do século XII. Muito conhecida por sua arquitetura é a igreja da Pokrov em Nerla, construída em 1165 pelo Santo Príncipe Andrei Bogoliubsky. Através dos esforços do santo príncipe, também foi estabelecida na Igreja Russa a própria festa da Pokrov, por volta do ano 1164. Em Novgorod, no século XII, existiu um mosteiro da Pokrov da Santíssima Mãe de Deus (também conhecido como mosteiro de Zverinsk). Em Moscou, sob o governo do tzar Ivan, o Terrível, foi construída a catedral da Pokrov da Mãe de Deus, na igreja da Santíssima Trindade (conhecda como Igreja de São Basílio, Magno).

Na festa da Proteção da Santíssima Mãe de Deus, imploramos a defesa e assistência da Rainha do Céu: “Lembra-te de nós em Tuas orações, ó Santíssima Senhora, Virgem Mãe de Deus, para que não pereçamos por nossos pecados. Protege-nos de todo mal e de toda dolorosa aflição, pois em Ti temos esperança e a ti glorificamos, venerando a festa da Tua Proteção (Pokrov)”.

Festa Patronal na Paróquia de São Sérgio de Radonej e Lançamento do site

A Paróquia do Santo e Venerável Sérgio de Radonej celebrou a Festa Patronal. O principal evento da Festa foi a Divina Liturgia encabeçada pelo Pároco - Arcipreste Anatolie Topala. Concelebraram o Pároco das Paróquias dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo de Santa Rosa e Santo Apóstolo e Evangelista João Teólogo de Campina das Missões - Higumeno Inocêncio (Denchikov) e o Pároco da Paróquia da Assunção de São Paulo - Sacerdote André Hazov. 

A celebração foi realizada em português e russo. No fim da Liturgia o pároco parabenizou as visitas e os paroquianos pela Festa e agradeceu a presença de todos. 

No mesmo dia foi lançado o site do Vicariato das Paróquias da Igreja Ortodoxa Russa no Brasil com objetivo de informar os brasileiros sobre as nossas Paróquias e sobre a Ortodoxia.