Paróquia de Santa Zinaída na cidade de Rio de Janeiro (RJ).

 

Paróquia de Santa Zinaída

  • Pároco Interino: Sacerdote Roman Kuhnen

  • Diácono: João Santos

  • Endereço: Rua Monte Alegre, 210, Santa Tereza. CEP: 20240190, Rio de Janeiro

  • Telefone: +55 (21) 2252-1471

  • E-mail: romankuhnen@gmail.com

  • Website: www.riorussa.cerkov.ru



Biografia do Sacerdote Roman Kuhnen

Nasceu na cidade de Amsterdam, Holanda, porém ainda criança veio para à cidade do Rio de Janeiro.

É bacharel em Música e em Direito. No ano de 2014 concluiu a faculdade de teologia no Holy Trinity Seminary (ROCOR), nos Estados Unidos.

É casado com Cássia desde 2010 e pai de três filhos.

Foi ordenado ao diaconato pelo Arcebispo Leonid (Gorbachov) em 26/10/2014 e ao sacerdócio em 25/01/2015, quando foi designado a Pároco da Missão da Proteção da Mãe de Deus.



Biografia do Diácono João Santos

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro.

É formado em Engenharia Civil na UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Desde 2005 é servidor público do Banco do Brasil.

Foi Batizado na Missão da Proteção da Mãe de Deus em 2016, tendo como Santo Padroeiro São João de Kronstadt. É casado com Beatriz. O Matrimônio foi realizado na Igreja de Santa Mártir Zenáide em 2016.

Concluiu o curso online de Teologia da Diocese Sul Americana do Patriarcado de Moscou. Foi Ordenado ao diaconato por sua eminência Metropolita Ignácio no dia 19 de maio de 2019. 



História da Paróquia de Santa Zináida

A primeira leva de imigrantes russos para o Rio de Janeiro ocorreu na década de 20, oriundos tanto da Rússia como da França. Esses imigrantes, a fim de professarem a fé ortodoxa, reuniram-se inicialmente na Catedral Antioquina de São Nicolau, a qual o próprio Santo Tzar Nicolau II contribuiu para a construção.

Após alguns anos, os imigrantes organizaram a sua própria comunidade em honra de São Jorge. A construção de nossa igreja teve início em 11 de agosto de 1935 com o assentamento solene da primeira pedra, feito pelo Arcebispo de São Paulo e do Brasil Teodósio Samoilovich e pelo Metropolita de Tiro-Sidon, Elías Dib, da Igreja Ortodoxa Antioquina

A arquitetura do templo foi baseada no estilo das igrejas russas da cidade de Pskov do final do século XIII e início do século XIV, O engenheiro responsável pela construção foi Konstantín Dmítrievitch Trofímov, e em 1939, ele foi nomeado sacerdote e permaneceu como pároco da igreja até o ano de 1950. O acompanhamento da obra coube ao arquiteto Gleb Konstantínovich Sákharov. Durante o período da construção, a sua esposa faleceu e ele fez uma grande doação para igreja em memória dela, e assim a paróquia foi consagrada em honra da Santa Mártir Zenáide, a santa padroeira de sua esposa.

 Em 29 de agosto de 1937, o arcebispo Teodósio fez a grande consagração e benção da igreja de Santa Mártir Zenáide.

Praticamente todas as famílias russas, que moravam então no Rio de Janeiro, contribuíram financeiramente para a construção e trabalharam pessoalmente nas obras em suas horas livres e, graças a isto, a igreja foi construída em um prazo recorde, mesmo pelos padrões modernos.

A comunidade recebeu muitos emigrantes russos da Europa pós-guerra (1947-1955) e, também, um número ainda maior vindo da China. Com a chegada ao Brasil dos russos da China, que antes dos anos 1940 tinham uma vida eclesiástica bastante intensa, abriu-se uma nova página na história desta igreja. O período do florescimento da vida religiosa na igreja e na comunidade aconteceu nos anos 1950-63. O coral teve, nos melhores tempos, até 25 vozes. Foi dirigido por Boris Evguénievich Kiríllov, oriundo com sua família de Harbin (China), tendo sido regente do coral ao longo de muitos anos. Além de acompanhar as liturgias, o coral deu concertos públicos e no Ministério da Cultura.

De 1937 a 1976, a Igreja de Santa Zenáide permaneceu sob a jurisdição da Igreja Ortodoxa Russa no Estrangeiro. Em 1964, aconteceu na paróquia um conflito do pároco com uma parte dos paroquianos. Começou um longo processo judicial. Em 1976, a paróquia passou para a Igreja Ortodoxa Autocéfala Americana.

Nos anos 1980, a igreja ortodoxa russa foi incluída na lista de monumentos arquitetônicos do patrimônio histórico e cultural da cidade do Rio de Janeiro.

Nos últimos anos da sua vida, o arcipreste Vasiliy Pawlovsky dirigiu-se ao Sínodo da Igreja Ortodoxa Autocéfala Americana, pedindo para ser liberado das obrigações de pároco da igreja e para ser enviado um substituto ao Rio de Janeiro. Como as condições de vida do sacerdote nesta cidade eram limitadas, foi difícil encontrar alguém que desejasse servir em tal paróquia. Neste momento, conforme combinado com o Sínodo da Igreja Ortodoxa Autocéfala Americana, o arcipreste Vassíly manteve contato com o hierarca da eparquia sul-americana da Igreja Ortodoxa Russa, Arcebispo (posteriormente Metropolita) Platão.

No final dos anos 1990, o arcebispo Platão visitou muitas vezes a Igreja de Santa Zenáide a convite do pároco desta igreja e realizou a Divina Liturgia. O arcipreste Vassíly apoiava a ideia do restabelecimento da unidade canônica com a Igreja Ortodoxa Russa. Depois do falecimento do arcipreste Vassíly Pawlovsky, em 1998, as liturgias foram realizadas pelo arcipreste Anatoli Topala (atual vicário do Brasil), pároco da igreja de São Sérgio na cidade de Porto Alegre

No início de 1999, a comunidade, por decisão da assembleia-geral, expressou o desejo de ingressar no Patriarcado de Moscou e de Toda a Rússia, o que aconteceu no mesmo ano

Em 2003, com recursos do Patriarcado de Moscou, teve início a primeira grande reforma da sua história, na qual se realizou o revestimento do altar e da parede do iconostásio com mármore branco combinado com granito azul, extraído na Bahia. Com doações, foi realizada a restauração de ícones da igreja. Em 19 de fevereiro, foi realizada uma liturgia de grande consagração da igreja, celebrada pelo atual Patriarca Kirill, na época Metropolita de Smolensk e Kaliningrado.

Na base do altar e no antimênsion, entregues pelo Santíssimo Patriarca de Moscou e de Toda a Rússia, foram colocadas relíquias de um dos novos mártires, vítima durante as perseguições da Igreja Cristã no século XX – santo mártir Sérgui Rakveréjski.

Em 2008, por ocasião dos “Dias da Rússia no Brasil” e da comemoração da unificação do Patriarcado de Moscou e da ROCOR ocorrida em 2007, a Festa da Padroeira foi comemorada de maneira solene.  Metropolitas e bispos celebraram a vigília e a liturgia em nossa igreja, além de um liturgia aos pés do Cristo Redentor. Todos os serviços foram cantados pelo Coro do Mosteiro de Sretensky e com a presença do ícone da Mãe de Deus “Soberana”.

           Em 2016, o Patriarca Kirill novamente visitou a paróquia e a presenteou com um  ícone de São Vladimir, além de celebrar um moleben diante do Cristo Redentor. 

Sacerdotes que atenderam a Paróquia sob a jurisdição do Patriarcado de Moscou, desde 1999:

1999 - Arcipreste Anatolie Topala

2000-2001 - Hegumeno  Sérgiy (Ziathkov)

2001-2007 - Sacerdote Pavel Feoktistov

2007- 2014 -Sacerdote Vassily Gelevan

2014- 2019 - Sacerdote Sergiy Malaschkin

Atualmente - Sacerdote Roman Kuhnen